Navegue pelo conteúdo:
- Monitoramento socioambiental na cadeia de valor
- As ferramentas que sustentam o sistema
- Os três pilares da gestão de fornecedores
- Primeiro pilar: monitoramento de fornecedores diretos
- Segundo pilar: fornecedores indiretos
- Protocolo de Rastreabilidade Individual
- Protocolo de Sistemas de Produção de Ciclo Completo
- Protocolo de Monitoramento de Fornecedores Indiretos de Nível 1
- Terceiro pilar: requalificação e reinserção de fornecedores à cadeia
- O que diferencia esse monitoramento dos demais
- Primeiro embarque de couro totalmente rastreado
- Muito além da conformidade
Monitoramento socioambiental na cadeia de valor
Quando um frigorífico compra um lote de gado, ele não compra apenas animais — compra o histórico de tudo que aconteceu antes: a fazenda onde nasceram, as propriedades por onde passaram, no caso de sistemas produtivos em que o gado não tem o ciclo completo em um único local, o uso que foi feito da terra, e as relações sociais que sustentaram essa jornada e que são inerentes à criação. Em um mercado global cada vez mais exigente em transparência socioambiental, essa origem precisa ser comprovada, não apenas declarada.
É nesse contexto que o monitoramento socioambiental de fornecedores diretos deixou de ser uma iniciativa voluntária para se tornar um componente estratégico da operação de frigoríficos que exportam para mercados como a União Europeia, Reino Unido e Ásia. E é justamente nesse campo que a Minerva Foods tem construído, ao longo de mais de uma década, um dos sistemas mais abrangentes do setor.
As ferramentas que sustentam o sistema
O monitoramento geoespacial de fornecedores combina dados de diferentes fontes para produzir uma avaliação de conformidade antes de cada transação. Sobre as bases públicas (PRODES e DETER (INPE), Cadastro Ambiental Rural (CAR) e MapBiomas), a Minerva Foods opera o SMGeo – sistema de monitoramento geoespacial, desenvolvido em parceria com a Niceplanet Geotecnologia. O sistema registra os polígonos georreferenciados de cada fazenda fornecedora e executa, de forma automatizada, o cruzamento com as bases de alerta e conformidade. Qualquer irregularidade detectada gera um bloqueio automático: a propriedade é impedida de fornecer animais até a regularização.
Para apoiar o rastreamento da cadeia indireta, a empresa disponibilizou o aplicativo SMGeo Prospec, que coloca a mesma tecnologia de monitoramento geoespacial nas mãos do produtor rural. Pelo app, um fornecedor direto pode consultar a conformidade socioambiental de quem vende gado para ele antes de fechar negócio — funcionando, assim, como um filtro de risco que estende o controle para toda a cadeia de cria e recria.
Na região da Amazônia, a empresa integrou ao seu sistema o Visipec — ferramenta de rastreabilidade que mapeia riscos de fornecedores indiretos com base nos dados de movimentação de Guia de Trânsito Animal (GTA), que permite identificar padrões de “lavagem de gado” ao rastrear o histórico de cada animal ao longo de toda a sua cadeia de origem. Também conhecida como “triangulação”, a chamada lavagem de gado é uma fraude que consiste na transferência de animais que foram criados em áreas ilegais para áreas legalizadas.
Os três pilares da gestão de fornecedores
Como apresenta a companhia em documento proprietário, a gestão da cadeia de fornecimento está organizada em três pilares complementares:
| Fornecedores diretos | Fornecedores indiretos | Requalificação e Reinserção |
| Monitoramento geoespacial de 100% das fazendas em toda a América do Sul, cruzando CAR, DETER, PRODES e listas oficiais do IBAMA, Ministério do Trabalho e Funai. | Protocolo de Rastreabilidade Individual, Protocolo Nível 1, aplicativo SMGeo Prospec e integração com Visipec (Amazônia) para mapear o ciclo completo: cria, recria e engorda. | Fazendas bloqueadas recebem orientação técnica e trajetória de adequação para reingresso na cadeia — transformando o monitoramento em ferramenta de desenvolvimento, não só punição. |
Primeiro pilar: monitoramento de fornecedores diretos
Fornecedores diretos são as fazendas que entregam o animal diretamente ao frigorífico. São, portanto, os que formam o elo mais visível da cadeia de fornecimento e, por isso, o primeiro alvo de qualquer sistema de monitoramento socioambiental.
Um ponto frequentemente subestimado no debate sobre rastreabilidade bovina é que o monitoramento de fornecedores não é apenas ambiental — é também trabalhista, social e fundiário. Os três eixos são verificados simultaneamente, antes de cada compra e em cada análise de fornecedor:
- Ambiental: a propriedade não pode ter desmatamento ilegal registrado, sobreposição com unidades de conservação ou terras indígenas, ou estar em qualquer lista de embargo ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
- Trabalhista: o produtor não pode constar no Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho, que registra estabelecimentos autuados por trabalho análogo à escravidão. Neste eixo, a Minerva Foods é signatária do Pacto Federativo pela Erradicação do Trabalho Escravo desde 2005. O cumprimento desse compromisso é acompanhado anualmente pelo InPacto. Qualquer fazenda fornecedora cujo proprietário conste no Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho é automaticamente bloqueada.
- Social e fundiária: a localização da propriedade é confrontada com bases públicas relacionadas a terras indígenas e territórios quilombolas. A identificação de sobreposição ou de potencial conflito territorial aciona os procedimentos de análise e bloqueio previstos nos protocolos da Companhia, de acordo com a situação da área nas bases oficiais e com os critérios aplicáveis. Esse controle busca evitar que a cadeia de fornecimento esteja associada à ocupação irregular de territórios tradicionalmente ocupados ou a impactos sobre os direitos de povos indígenas e de comunidades quilombolas.
A integração desses três eixos em um único sistema automatizado, que cruza informações de múltiplas bases de dados, tanto públicas quanto privadas, é o que permite à empresa responder com agilidade a alertas novos, a atualizações nas listas oficiais e a mudanças nas condições das propriedades ao longo do tempo. Portanto, não se trata de uma autodeclaração do produtor, uma visita pontual de campo ou uma análise feita apenas na contratação. O processo é contínuo, automatizado e auditado por terceiros.
Segundo pilar: fornecedores indiretos
Como parte do avanço do monitoramento socioambiental, a Minerva Foods tem ampliado as ferramentas voltadas ao acompanhamento dos fornecedores indiretos — propriedades que forneceram animais, em etapas anteriores do ciclo produtivo, às fazendas que comercializam diretamente com a Companhia.
Como os modelos de produção e os níveis de disponibilidade de dados variam entre produtores e regiões, uma única solução não é suficiente para abranger toda a cadeia. Por isso, o trabalho combina protocolos, ferramentas tecnológicas, documentos declaratórios, visitas técnicas e análises socioambientais com funções complementares:
Protocolo de Rastreabilidade Individual
Permite acompanhar cada animal, a partir da aplicação de seu elemento oficial de identificação individual. O processo, conduzido por certificadoras credenciadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), inclui a avaliação socioambiental das propriedades pelas quais o animal transitou após a identificação oficial. Antes do envio do animal ao abate, a certificadora emite um documento que atesta a rastreabilidade dos animais e a conformidade socioambiental das propriedades avaliadas.
Protocolo de Sistemas de Produção de Ciclo Completo
É direcionado aos fornecedores que realizam integralmente as etapas de cria, recria e engorda. Nesse modelo, o fornecedor direto assume, por meio de uma carta de garantia, a responsabilidade pela origem dos animais destinados ao abate. A adesão ao protocolo também envolve uma visita técnica prévia e a aplicação de um checklist específico para verificação dos critérios estabelecidos.
Protocolo de Monitoramento de Fornecedores Indiretos de Nível 1
Busca ampliar a visibilidade sobre as propriedades que fornecem animais diretamente às fazendas fornecedoras da Companhia. O processo utiliza um documento autodeclaratório apresentado pelo fornecedor direto e prevê a realização de visitas técnicas periódicas e aleatórias para verificação dos mesmos critérios socioambientais aplicados aos fornecedores diretos — como ausência de desmatamento ilegal, de sobreposição a terras indígenas ou quilombolas e de registros em listas de embargo ambiental ou de trabalho análogo ao escravo —, agora estendidos ao elo anterior da cadeia.
Ferramentas como o SMGeo Prospec complementam essa estratégia de monitoramento de indiretos como um todo — que combina o Protocolo de Rastreabilidade Individual, o Protocolo de Ciclo Completo e o Protocolo Nível 1 —, apoiando a consulta e a análise de riscos socioambientais relacionados a fornecedores indiretos. Sua abrangência, entretanto, depende da disponibilidade e da qualidade dos dados utilizados. Por isso, o aplicativo deve ser entendido como um componente dessa estratégia mais ampla, e não como solução isolada de rastreabilidade integral.
Em conjunto, esses mecanismos ampliam a transparência sobre a origem dos animais e a capacidade de avaliar riscos socioambientais nos diferentes elos da cadeia. O avanço da rastreabilidade dos fornecedores indiretos, contudo, continua dependendo da combinação entre sistemas públicos e privados, protocolos empresariais, políticas públicas, disponibilidade de registros de movimentação e engajamento dos produtores.
Em conjunto, esses mecanismos ampliam a transparência sobre a origem dos animais e a capacidade de avaliar riscos socioambientais nos diferentes elos da cadeia. O avanço da rastreabilidade dos fornecedores indiretos, contudo, continua dependendo da combinação entre sistemas públicos e privados, protocolos empresariais, políticas públicas, disponibilidade de registros de movimentação e engajamento dos produtores.
Terceiro pilar: requalificação e reinserção de fornecedores à cadeia
O terceiro eixo da estratégia é operacionalizado por meio do programa Reconecta, que consiste em oferecer suporte técnico e orientações práticas para que o produtor compreenda a pendência identificada e adote as medidas necessárias à sua regularização. Entre as ações que podem ser apoiadas estão a atualização do Cadastro Ambiental Rural, o tratamento de passivos ambientais, a elaboração de planos de recuperação e a regularização perante os órgãos competentes.
Dessa forma, quando uma propriedade apresenta uma não conformidade em relação aos critérios da Política de Aquisição da Companhia, o fornecedor permanece bloqueado para novas compras, mas recebe subsídio para reverter sua situação. A reinserção pode ocorrer somente após a regularização da situação e a verificação do atendimento aos requisitos aplicáveis. Segundo o diretor de compra de gado Latam da Minerva Foods, Fabiano Tito, em matéria para o Brazil Journal, o objetivo não é penalizar o produtor irregular, mas mostrar o caminho para se adequar à legislação e às normas internacionais. Essa lógica está formalizada no programa Reconecta: o fornecedor com não conformidade permanece bloqueado para novas compras até regularizar sua situação, mas recebe suporte técnico qualificado para tratar seus passivos e retornar ao sistema de fornecimento de forma legal. Somente em 2025, mais de 1.000 propriedades foram reinseridas na cadeia por meio do programa, o que reforça a proposta de tratar o monitoramento como ferramenta de desenvolvimento — e não apenas de punição — do produtor.
O que diferencia esse monitoramento dos demais
Monitoramento socioambiental de fornecedores não é exclusividade de nenhuma empresa, mas a abrangência, a metodologia e o escopo variam enormemente. Alguns pontos distinguem o modelo da Minerva Foods:
- Cobertura geográfica total: em 2024, a empresa atingiu 100% de monitoramento de fornecedores diretos em todos os países de sua operação na América do Sul — Brasil, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai — antecipando em seis anos a meta originalmente prevista para 2030. É a primeira empresa do setor a alcançar esse patamar em escala continental.
- Todos os biomas: no Brasil, o monitoramento cobre todos os biomas onde a empresa opera — Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica —, incluindo produtores de ciclo completo, que gerenciam desde o nascimento do bezerro até a entrega para abate.
- Auditoria independente anual: os sistemas de monitoramento são submetidos anualmente a verificações realizadas por entidades independentes. No Brasil, parte dessas auditorias está vinculada aos compromissos públicos e aos protocolos estabelecidos para a cadeia bovina na Amazônia, incluindo processos desenvolvidos no âmbito do Ministério Público Federal. Os resultados e relatórios são disponibilizados publicamente pela Companhia.
Primeiro embarque de couro totalmente rastreado

Em 2023, a Minerva Leather realizou o primeiro embarque de couro com rastreabilidade completa e conformidade socioambiental certificada, estendendo o padrão de rastreabilidade além da carne, para o segundo produto mais relevante da cadeia bovina.
Muito além da conformidade
O amadurecimento do monitoramento socioambiental acompanha uma transformação mais ampla: a sustentabilidade deixa de ser tratada exclusivamente como uma obrigação de compliance e passa a integrar a gestão estratégica da cadeia de suprimentos.
No plano regulatório, exigências como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês) ampliam a necessidade de informações estruturadas e verificáveis sobre a origem das matérias-primas. Para os produtos bovinos abrangidos pelo regulamento, os operadores responsáveis por sua colocação no mercado europeu deverão exercer a devida diligência, avaliar riscos e apresentar informações sobre a geolocalização dos estabelecimentos nos quais os animais foram mantidos, a conformidade com a legislação aplicável no país de produção e a ausência de desmatamento após a data de corte estabelecida pelo regulamento.
Nesse contexto, empresas que já possuem sistemas de monitoramento, rastreabilidade e governança de dados estruturados estão mais preparadas para organizar evidências, responder às solicitações dos operadores e compradores e adaptar seus processos às novas exigências. Isso não elimina o esforço de adequação, mas reduz a necessidade de construir toda a infraestrutura de controle a partir do início.
No plano financeiro, o Normativo SARB 026/2023 estabelece diretrizes para que as instituições financeiras signatárias incorporem a gestão do risco de desmatamento ilegal nas operações de crédito com matadouros e frigoríficos de abate bovino. Entre os aspectos considerados estão a existência de mecanismos para monitoramento e rastreabilidade de fornecedores diretos e indiretos, a adoção de critérios socioambientais e a divulgação periódica de indicadores. O normativo não representa uma garantia de acesso facilitado ao crédito ou a linhas de financiamento ESG, mas demonstra como a capacidade de conhecer a origem da matéria-prima, avaliar riscos socioambientais e apresentar evidências auditáveis passou a integrar os processos de análise e gestão de riscos do sistema financeiro.
No plano comercial, compradores, clientes e mercados internacionais utilizam cada vez mais informações socioambientais como parte de seus critérios de seleção, homologação e permanência de fornecedores. Dados estruturados e processos auditáveis permitem responder com maior agilidade a questionários, auditorias, solicitações de evidências e requisitos específicos de cada mercado.
O monitoramento também fortalece a tomada de decisão operacional. Ao integrar análises territoriais aos processos de compra, a Companhia pode antecipar riscos, impedir transações incompatíveis com seus critérios, organizar evidências e direcionar ações de engajamento e regularização junto aos produtores.
Dessa forma, o valor do monitoramento socioambiental não está apenas na quantidade de dados disponíveis ou no atendimento pontual a uma exigência regulatória, mas na capacidade de transformar informações em decisões, controles, ações preventivas e mecanismos de evolução da cadeia. É essa governança, combinando tecnologia, protocolos, auditorias, presença no campo, políticas públicas e relacionamento com os produtores, que transforma monitoramento e rastreabilidade em ativos estratégicos para a pecuária.
- As ações da Minerva Foods no combate ao desmatamento ilegal — Brazil Journal
- CAR — Cadastro Ambiental Rural (Sistema Nacional)
- Commitment to Sustainability — Minerva Foods (EN)
- EUDR — Regulation on deforestation-free products — European Commission
- Inpacto – Quem somos
- MapBiomas — Plataforma de mapeamento do uso da terra
- Minerva Foods alcança 100% de conformidade socioambiental em auditoria do MPF-PA — Minerva Foods
- Minerva Foods é a primeira a integrar ferramenta de avaliação de fornecedores indiretos — Minerva Foods (Visipec)
- Minerva Foods lança aplicativo SMGeo Prospec para produtores rurais — Portal DBO
- Minerva Foods lança Relatório de Sustentabilidade (2022) — Minerva Foods
- Normativo SARB 026/2023, ano-base 2024 — Minerva Foods (PDF)
- Ranking Forest 500
- Relatório de Sustentabilidade 2024 — Minerva Foods (PDF)
- Relatório mostra iniciativas sustentáveis da Minerva Foods (2023) — FeedFood
- TerraBrasilis — Plataforma PRODES/DETER (INPE)
Dúvidas mais comuns
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O monitoramento socioambiental de fornecedores é um sistema contínuo e automatizado que verifica a conformidade de propriedades rurais em relação a critérios ambientais, trabalhistas, sociais e fundiários antes de cada transação. Ele combina dados de bases públicas (PRODES, DETER, CAR) com sistemas privados de geolocalização para garantir que os animais comprados pelo frigorífico não possuem origem em áreas com desmatamento ilegal, trabalho escravo ou conflitos territoriais com povos indígenas e comunidades quilombolas.
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Os três pilares são: (1) Monitoramento de fornecedores diretos, com análise geoespacial de 100% das fazendas em toda a América do Sul; (2) Monitoramento de fornecedores indiretos, utilizando protocolos de rastreabilidade individual, ciclo completo e nível 1, além do aplicativo SMGeo Prospec; (3) Requalificação e reinserção de fornecedores à cadeia, por meio do programa Reconecta, que oferece suporte técnico para regularização de propriedades bloqueadas.
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O sistema SMGeo registra os polígonos georreferenciados de cada fazenda fornecedora e executa automaticamente o cruzamento com bases de alerta e conformidade, verificando simultaneamente critérios ambientais (desmatamento ilegal, sobreposição com unidades de conservação), trabalhistas (registros de trabalho análogo à escravidão) e fundiários (sobreposição com terras indígenas e quilombolas). Qualquer irregularidade detectada gera um bloqueio automático, impedindo a propriedade de fornecer animais até a regularização.
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Lavagem de gado, também conhecida como triangulação, é uma fraude que consiste na transferência de animais criados em áreas ilegais para áreas legalizadas, ocultando a origem irregular. A Minerva Foods detecta essa prática por meio da ferramenta Visipec, que rastreia o histórico de cada animal ao longo de toda sua cadeia de origem, mapeando riscos de fornecedores indiretos com base nos dados de movimentação de Guia de Trânsito Animal (GTA) e identificando padrões suspeitos de transferência.
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O programa Reconecta oferece suporte técnico e orientações práticas para produtores com não conformidades, ajudando-os a compreender as pendências e adotar medidas de regularização, como atualização do Cadastro Ambiental Rural, tratamento de passivos ambientais e regularização perante órgãos competentes. O fornecedor permanece bloqueado para novas compras até regularizar sua situação, mas recebe subsídio qualificado, transformando o monitoramento em ferramenta de desenvolvimento e não apenas de punição.
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O sistema combina o SMGeo (monitoramento geoespacial desenvolvido em parceria com Niceplanet Geotecnologia), o aplicativo SMGeo Prospec (que permite aos fornecedores diretos consultar conformidade de fornecedores indiretos), e a ferramenta Visipec (que rastreia riscos na Amazônia através de dados de GTA). Essas ferramentas integram dados de bases públicas como PRODES, DETER, CAR e listas oficiais do IBAMA, Ministério do Trabalho e Funai, executando análises automatizadas e contínuas.
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O monitoramento de fornecedores indiretos combina três protocolos complementares: o Protocolo de Rastreabilidade Individual (acompanha cada animal através de sua identificação oficial), o Protocolo de Ciclo Completo (para fornecedores que realizam todas as etapas de cria, recria e engorda) e o Protocolo Nível 1 (utiliza autodeclaração e visitas técnicas periódicas para verificar conformidade socioambiental). Essas abordagens são complementadas pelo SMGeo Prospec e integração com Visipec, ampliando a transparência sobre a origem dos animais em toda a cadeia.
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A Minerva Foods atingiu em 2024 a cobertura geográfica total de 100% de monitoramento de fornecedores diretos em todos os países de sua operação na América do Sul (Brasil, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai), antecipando em seis anos a meta originalmente prevista para 2030, sendo a primeira empresa do setor a alcançar esse patamar em escala continental. Além disso, o monitoramento cobre todos os biomas brasileiros e está sujeito a auditorias independentes anuais com resultados publicados publicamente.