| Direto da Colômbia |
| Este conteúdo integra uma parceria editorial com a Minerva Foods Colômbia e traz um olhar sobre sabores, costumes e tradições do país. |
Na Colômbia, o barril virou protagonista dos feriadões, dos aniversários e dos churrascos de fim de semana com a família ou os amigos. O segredo está no calor envolvente: a peça cozinha de maneira uniforme, mantém seus sucos e ganha um sabor defumado que a diferencia da grelha.
O chef Migue Viscido, parceiro da Minerva Foods na Colômbia, explica quais cortes escolher, como controlar a temperatura e quais erros evitar para que o seu próximo churrasco no barril saia do jeito que você imagina.
O que é a carne no barril e como funciona essa técnica?
A carne no barril é um método de cozimento que utiliza um cilindro metálico no qual o calor das brasas circula de forma envolvente ao redor da peça. Diferentemente de uma grelha tradicional, em que o calor vem principalmente de baixo, no barril a temperatura se distribui de maneira mais uniforme.
Essa é a grande diferença em relação à grelha, onde o calor chega sobretudo de baixo. O resultado final depende do corte, do seu teor de gordura e de quão bem o fogo e o tempo são controlados.
Como assar carne no barril passo a passo?
Segundo o chef Migue Viscido, estas são algumas recomendações para obter melhores resultados:
- Preaquecer o barril a uma temperatura próxima de 200 °C antes de iniciar o preparo.
- Garantir que o calor venha das brasas e não das chamas diretas, para evitar que a carne queime por fora e fique crua por dentro.
- Controlar as entradas de ar e a ventilação do barril, evitando abri-lo constantemente, para manter uma temperatura uniforme.
- Incluir um recipiente resistente ao calor com líquidos, ervas e especiarias para gerar umidade, dar aroma e ajudar a conservar a suculência da carne durante o preparo.
Qual é a melhor carne para barril?

Para Viscido, os cortes com boa presença de gordura são os que melhor respondem no barril: a gordura derrete aos poucos, protege a carne do calor e a mantém macia. Na Colômbia, há três opções fáceis de encontrar que atendem a essa condição:
- Chata (chata): a chata é uma das favoritas para assar graças ao seu equilíbrio entre carne e gordura. No barril, desenvolve uma textura macia e um sabor intenso, desde que a temperatura se mantenha estável do início ao fim.
- Ponta de anca (punta de anca): conhecida no Brasil como picanha, é um dos cortes mais populares na Colômbia. Sua capa de gordura é a protagonista: ao derreter, banha a peça e lhe dá aquele sabor que a torna tão apreciada. Para aproveitá-la ao máximo, asse-a com a gordura voltada para cima (para fora) e corte-a contra as fibras.
- Colita de cuadril (colita de cuadril): também conhecida como ponta de ganso em alguns países, é um corte versátil que se adapta a diferentes técnicas. Por ser mais magra que as anteriores, exige atenção ao tempo: uma exposição prolongada ao calor pode endurecê-la.
Para explorar mais alternativas, confira nosso guia sobre o ritual das brasas e qual é a melhor carne para churrasco.
Além de selecionar o corte, é importante verificar as características da carne antes de comprá-la. Uma cor vermelha característica, uma boa capa de gordura e uma textura firme podem orientar a escolha de uma peça de boa qualidade.
Um churrasco no barril diferente para a sua próxima reunião
Na Colômbia, um churrasco é a desculpa perfeita para reunir a família e os amigos. O barril dá um toque novo a essa tradição: menos tempo de olho no fogo e mais tempo à mesa.
Para acompanhar, nunca falha: batata crioula, mandioca, arepa, banana-da-terra madura frita, guacamole e um bom molho de pimenta (ají). Escolha um bom corte, cuide da temperatura e se dê o prazer de experimentar algo novo.