Acredita-se geralmente que uma maior diversidade alimentar está associada a um melhor estado de saúde. A diversidade alimentar dos indivíduos pode mudar com a idade; no entanto, as evidências sobre a trajetória da mudança a longo prazo e se ela está relacionada à mortalidade por todas as causas ainda são escassas. Neste estudo, usamos dados da Pesquisa de Saúde e Nutrição da China (CHNS) coletados em cinco acompanhamentos entre 2004 e 2015 para explorar a associação entre mudanças nas pontuações de diversidade alimentar (DDS) e mortalidade por todas as causas, bem como a mudança dinâmica em DDS com a idade.
No total, 6.737 indivíduos (com idade entre 30 e 60 anos no momento da inscrição) foram incluídos na análise. A Modelagem de Trajetória de Classe Latente (LCTM) foi usada para explorar as diferentes trajetórias de mudanças de DDS entre os participantes. Quatro classes foram identificadas: classe 1 com a menor DDS média (3,0) que mostrou um declínio gradual durante os acompanhamentos; classe 2 com DDS relativamente baixo (4,0) que experimentou um ligeiro crescimento; classe 3 com DDS médio (5,2) que também demonstrou taxa de crescimento semelhante à classe 2; e classe 4 com o maior DDS (6,7) mantida em um nível alto. Modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox foram aplicados para investigar a associação entre as trajetórias de DDS e o risco de morte. Apenas a classe 4, que foi caracterizada pelo DDS mais alto e estável, teve risco reduzido significativamente de mortalidade por todas as causas de 71,0% (razão de risco [HR]: 0,29; intervalo de confiança de 95% [IC]: 0,10–0,83), 68% (HR: 0,32; IC de 95%: 0,11–0,89) e 66,0% (HR: 0,34; IC de 95%: 0,12–0,94), em comparação com as classes 1, 2 e 3, respectivamente, enquanto as três primeiras classes não mostraram diferenças significativas entre classes. Ao considerar o DDS médio durante o período do estudo, cada ponto de aumento no DDS correspondeu a uma redução de 22% no risco de mortalidade (HR: 0,78; IC de 95%: 0,69–0,89). Em resumo, atingir e manter um DDS mais alto foi associado a uma redução no risco de mortalidade por todas as causas. Portanto, promover uma alimentação diversificada e aumentar a acessibilidade de variedades de alimentos deve receber mais atenção dos formuladores de políticas e ser mais enfatizado nas diretrizes alimentares.
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Dúvidas mais comuns
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Uma dieta variada é aquela que inclui diferentes tipos de alimentos de diversos grupos alimentares ao longo do tempo. Segundo o estudo chinês, a diversidade alimentar está associada a um melhor estado de saúde e pode reduzir significativamente o risco de mortalidade por todas as causas. A variedade garante que o corpo receba diferentes nutrientes essenciais necessários para o funcionamento adequado de todos os sistemas.
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O estudo mostrou que manter uma dieta variada e constante reduz o risco de mortalidade em até 71%. Especificamente, indivíduos que mantiveram o maior nível de diversidade alimentar (DDS de 6,7) apresentaram redução de 71% no risco de morte comparado aos que tinham a menor diversidade. Cada ponto adicional de aumento na diversidade alimentar correspondeu a uma redução de 22% no risco de mortalidade.
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O estudo utilizou um índice chamado Pontuação de Diversidade Alimentar (DDS), que avalia quantos tipos diferentes de alimentos uma pessoa consome. Os pesquisadores acompanharam 6.737 indivíduos entre 30 e 60 anos durante 11 anos (2004-2015), coletando dados em cinco momentos diferentes para observar como a diversidade alimentar mudava ao longo do tempo e sua relação com a mortalidade.
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A constância é fundamental porque o estudo identificou que apenas o grupo que manteve um alto nível de diversidade alimentar de forma estável apresentou redução significativa no risco de morte. Os grupos que tinham diversidade baixa ou média, mesmo que com algum crescimento ao longo do tempo, não mostraram benefícios de proteção contra mortalidade. Isso demonstra que não basta ter variedade ocasional; é necessário manter esse padrão consistentemente.
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O estudo identificou quatro grupos distintos: a classe 1 com a menor diversidade (3,0) que declinou gradualmente; a classe 2 com diversidade relativamente baixa (4,0) que cresceu ligeiramente; a classe 3 com diversidade média (5,2) que também cresceu; e a classe 4 com a maior diversidade (6,7) que se manteve estável em nível alto. Apenas o grupo 4 apresentou proteção significativa contra mortalidade, enquanto os outros três não mostraram diferenças significativas entre si.
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Sim, a diversidade alimentar dos indivíduos pode mudar com a idade. O estudo acompanhou participantes entre 30 e 60 anos durante 11 anos e observou diferentes padrões de mudança na diversidade alimentar ao longo do tempo. No entanto, o importante é que independentemente das mudanças naturais com a idade, manter um nível alto e constante de diversidade alimentar continua sendo protetor contra a mortalidade.
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O estudo sugere que formuladores de políticas e profissionais de saúde devem enfatizar a importância de uma alimentação diversificada nas diretrizes alimentares. Além disso, aumentar a acessibilidade e disponibilidade de variedades de alimentos para a população é essencial. Para indivíduos, a recomendação prática é consumir regularmente alimentos de diferentes grupos alimentares e manter essa variedade de forma consistente ao longo da vida.
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A diversidade alimentar reduz o risco de mortalidade porque diferentes alimentos fornecem diferentes nutrientes, vitaminas, minerais e compostos bioativos que o corpo necessita. Quando a dieta é variada e mantida consistentemente, o organismo recebe uma gama completa de nutrientes que fortalecem o sistema imunológico, reduzem inflamação crônica e previnem deficiências nutricionais, resultando em melhor saúde geral e menor risco de morte por qualquer causa.