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- Bem-estar animal vai além da ética no setor
- Sustentabilidade e qualidade formam a nova fronteira do mercado
A imagem do “boi de boiada”, criado de forma extensiva, está sendo substituída por modelos de precisão. É o que sugere o estudo realizado pela MFG Agropecuária em parceria com a ICC Nutrição Animal: os resultados científicos do protocolo natural empregado mostraram benefícios para o bem-estar animal no confinamento de bovinos.
Concluído em 2025, o estudo acompanhou 2.777 animais, do período de engorda até o momento do abate. Dentro dessa amostra, 1.440 foram alimentados com a dieta tradicional, enquanto os 1.377 restantes receberam os mesmos ingredientes que os demais, mas com um aditivo intitulado RumenYeast, 100% natural.
Os que consumiram o RumenYeast apresentaram Ganho Médio de Carcaça (GMC) de 1,661 kg/dia, e rendimento de ganho de 67,2%. Já os que foram alimentados apenas pelo método tradicional resultaram em um GMC de 1,585 kg/dia e rendimento de ganho de 66,2%. Em 110 dias de cocho, houve um ganho de 7,26 kg de carcaça por animal. Segundo o gerente de negócios ruminantes da ICC, Marcelo Pedrosa, em entrevista ao portal DBO, o aditivo ajuda a melhorar a digestibilidade, melhora a saúde gastrointestinal, a resposta imune e regula o pH intestinal dos animais.
Bem-estar animal vai além da ética no setor
Esse desempenho superior é o reflexo de um animal que consegue expressar seu máximo potencial genético. Quando o ambiente e a dieta são otimizados, o organismo do bovino deixa de gastar energia combatendo processos inflamatórios ou estresse térmico e redireciona esses recursos para a deposição de tecido muscular e gordura.
Para o produtor, esse aumento do rendimento de ganho de peso significa oferecer ao mercado um animal mais pesado e com melhor acabamento de gordura no mesmo intervalo de tempo. Em termos práticos, trata-se de um incremento de quase meia arroba por animal, o que se reflete diretamente na rentabilidade da transação comercial.
Sustentabilidade e qualidade formam a nova fronteira do mercado
Os impactos desse movimento vão além das cercas de confinamento de bovinos: eles posicionam a pecuária em um novo patamar de exigência global. A adoção de aditivos orgânicos, como os baseados em leveduras e óleos essenciais, atende diretamente à crescente restrição de mercados internacionais ao uso de aditivos sintéticos e antibióticos promotores de crescimento, segundo pesquisa publicada pela revista Animal Science Journal.
Além do fator ambiental, a qualidade da carne é beneficiada pelo menor estresse fisiológico. Animais que mantêm a ruminação constante e evitam distúrbios, como a acidose ruminal, tendem a apresentar um desenvolvimento mais homogêneo. Além disso, o gado consome mais matéria seca e a converte em peso com mais eficiência, há um controle metabólico refinado e os ciclos são encurtados, sendo possível chegar a equação perfeita da eficiência, o famoso “mais com menos”. Neste caso, mais quilos de carne em menos tempo.
- Bem-estar nutricional em animais confinados – Agroin
- Manejo nutricional no confinamento garante eficiência na produção de gado
- Organic additives used in beef cattle feedlot: Effects on metabolic parameters and animal performance
- Pesquisa comprova benefícios do bem-estar nutricional em animais confinados
Dúvidas mais comuns
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O RumenYeast é um aditivo 100% natural utilizado na alimentação de bovinos confinados que melhora a digestibilidade, a saúde gastrointestinal, a resposta imune e regula o pH intestinal dos animais. Segundo estudo com 2.777 animais, o aditivo incrementou 7,26 kg de carcaça por animal em 110 dias de cocho, resultando em um ganho médio de carcaça 67,2% superior ao método tradicional.
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O estudo realizado pela MFG Agropecuária em parceria com a ICC Nutrição Animal acompanhou 2.777 animais e comparou dois grupos: 1.440 alimentados com dieta tradicional e 1.377 que receberam a mesma dieta com o aditivo RumenYeast. O grupo com o aditivo apresentou Ganho Médio de Carcaça (GMC) de 1,661 kg/dia com rendimento de 67,2%, enquanto o grupo tradicional obteve 1,585 kg/dia com rendimento de 66,2%.
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Quando o ambiente e a dieta são otimizados com aditivos naturais, o organismo do bovino deixa de gastar energia combatendo processos inflamatórios ou estresse térmico e redireciona esses recursos para a deposição de tecido muscular e gordura. Animais que mantêm a ruminação constante e evitam distúrbios como a acidose ruminal apresentam desenvolvimento mais homogêneo e melhor qualidade de carne.
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O aumento do rendimento de ganho de peso significa oferecer ao mercado um animal mais pesado e com melhor acabamento de gordura no mesmo intervalo de tempo. Em termos práticos, o incremento de 7,26 kg de carcaça por animal em 110 dias representa quase meia arroba por animal, refletindo-se diretamente na rentabilidade da transação comercial.
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A adoção de aditivos orgânicos baseados em leveduras e óleos essenciais atende à crescente restrição de mercados internacionais ao uso de aditivos sintéticos e antibióticos promotores de crescimento. Além do fator ambiental, a qualidade da carne é beneficiada pelo menor estresse fisiológico dos animais, posicionando a pecuária em um novo patamar de exigência global.
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O gado que consome o aditivo natural mantém a ruminação constante, evita distúrbios gastrointestinais e consome mais matéria seca, convertendo-a em peso com mais eficiência. Há um controle metabólico refinado que permite alcançar a equação de eficiência: mais quilos de carne em menos tempo, reduzindo ciclos de produção.
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Os aditivos essenciais incluem probióticos e leveduras, óleos essenciais, tamponantes, ionóforos, biotina, niacina, colina, adsorventes de micotoxinas e sais aniônicos. Cada um desempenha funções específicas, desde melhorar a absorção de nutrientes até controlar o pH ruminal e prevenir distúrbios metabólicos.
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Uma ração de confinamento eficiente deve incluir ingredientes de qualidade associados a aditivos naturais que otimizem a digestibilidade e a saúde gastrointestinal. O protocolo deve considerar a inclusão de leveduras e óleos essenciais para melhorar a ruminação, controlar o pH intestinal e maximizar a conversão alimentar, resultando em maior ganho de peso e melhor acabamento de carcaça.