Aditivo natural eleva em 67,2% o ganho médio de carcaça, indica estudo

Levantamento com 2.777 animais mostra que, aliado a um protocolo de bem-estar nutricional, o produto incrementou 7,26 kg de carcaça por animal, em 110 dias de cocho.

Por Redação em 5 de maio, 2026

Atualizado: 04/05/2026 - 11:12

Gado em pasto verde sob céu azul, promovendo práticas sustentáveis com aditivo orgânico na alimentação animal.
Foto: Minerva Foods

A imagem do “boi de boiada”, criado de forma extensiva, está sendo substituída por modelos de precisão. É o que sugere o estudo realizado pela MFG Agropecuária em parceria com a ICC Nutrição Animal: os resultados científicos do protocolo natural empregado mostraram benefícios para o bem-estar animal no confinamento de bovinos. 

Concluído em 2025, o estudo acompanhou 2.777 animais, do período de engorda até o momento do abate. Dentro dessa amostra, 1.440 foram alimentados com a dieta tradicional, enquanto os 1.377 restantes receberam os mesmos ingredientes que os demais, mas com um aditivo intitulado RumenYeast, 100% natural.

Os que consumiram o RumenYeast apresentaram Ganho Médio de Carcaça (GMC) de 1,661 kg/dia, e rendimento de ganho de 67,2%. Já os que foram alimentados apenas pelo método tradicional resultaram em um GMC de 1,585 kg/dia e rendimento de ganho de 66,2%. Em 110 dias de cocho, houve um ganho de 7,26 kg de carcaça por animal. Segundo o gerente de negócios ruminantes da ICC, Marcelo Pedrosa, em entrevista ao portal DBO, o aditivo ajuda a melhorar a digestibilidade, melhora a saúde gastrointestinal, a resposta imune e regula o pH intestinal dos animais. 

Bem-estar animal vai além da ética no setor

Esse desempenho superior é o reflexo de um animal que consegue expressar seu máximo potencial genético. Quando o ambiente e a dieta são otimizados, o organismo do bovino deixa de gastar energia combatendo processos inflamatórios ou estresse térmico e redireciona esses recursos para a deposição de tecido muscular e gordura.

Para o produtor, esse aumento do rendimento de ganho de peso significa oferecer ao mercado um animal mais pesado e com melhor acabamento de gordura no mesmo intervalo de tempo. Em termos práticos, trata-se de um incremento de quase meia arroba por animal, o que se reflete diretamente na rentabilidade da transação comercial. 

Sustentabilidade e qualidade formam a nova fronteira do mercado

Os impactos desse movimento vão além das cercas de confinamento de bovinos: eles posicionam a pecuária em um novo patamar de exigência global. A adoção de aditivos orgânicos, como os baseados em leveduras e óleos essenciais, atende diretamente à crescente restrição de mercados internacionais ao uso de aditivos sintéticos e antibióticos promotores de crescimento, segundo pesquisa publicada pela revista Animal Science Journal.

Além do fator ambiental, a qualidade da carne é beneficiada pelo menor estresse fisiológico. Animais que mantêm a ruminação constante e evitam distúrbios, como a acidose ruminal, tendem a apresentar um desenvolvimento mais homogêneo. Além disso, o gado consome mais matéria seca e a converte em peso com mais eficiência, há um controle metabólico refinado e os ciclos são encurtados, sendo possível chegar a equação perfeita da eficiência, o famoso “mais com menos”. Neste caso, mais quilos de carne em menos tempo. 

Fontes de referência:


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