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Carne bovina x frango: qual possui mais proteínas?

Embora ambos possuam proteínas completas, o teor de ferro, zinco, vitamina B12 e gordura varia. Compare os nutrientes e saiba escolher.

Por Redação em 17 de junho, 2026

Atualizado: 02/09/2026 - 13:30

Duas refeições servidas em pratos: à esquerda carne bovina com feijão e arroz, e à direita frango grelhado com feijão, salada e legumes, em mesa com água e folhas verdes
Imagem gerada digitalmente

Carne bovina e frango são fontes de proteína animal e fornecem os aminoácidos essenciais que o organismo precisa obter por meio da alimentação. Esses componentes participam da formação e da renovação dos músculos e de outros tecidos, além de integrarem enzimas, hormônios e diferentes estruturas celulares.

Entretanto, comparar apenas a quantidade de proteína pode esconder diferenças importantes. O corte da carne, a presença de pele (no caso do frango) ou gordura (no caso da carne bovina),  e a perda de água durante o cozimento modificam a concentração dos nutrientes em 100 gramas do alimento pronto. Por isso, a resposta depende dos alimentos e das preparações.

A proteína bovina

A carne bovina é uma fonte de proteína completa, pois fornece os nove aminoácidos essenciais em proporções adequadas às necessidades humanas. A quantidade de proteína por porção varia de acordo com o corte da carne, a proporção natural entre tecido muscular e adiposo e o método de preparo.

Antes do corte, a composição da carne é definida por fatores como genética, alimentação e idade do gado, manejo e distribuição dos tecidos no animal. O corte não altera essa composição, mas seleciona regiões que apresentam características distintas. A retirada da gordura aparente e a perda de água durante o cozimento também interferem nos valores observados na porção consumida.

Além da proteína, a carne bovina pode fornecer ferro heme, zinco e vitamina B12. O ferro heme apresenta maior biodisponibilidade do que o ferro não heme, enquanto o zinco das carnes sofre menor interferência dos fitatos. A vitamina B12, por sua vez, é fornecida naturalmente em alimentos de origem animal.

O My Minerva Foods detalha essa combinação no conteúdo Dez formas de maximizar os benefícios da carne bovina no dia a dia, que aborda a presença conjunta de proteínas completas, ferro, zinco e vitaminas do complexo B.

A proteína de frango

A carne de frango também fornece proteínas completas e todos os aminoácidos essenciais. Sua composição, entretanto, muda conforme a região da ave e a presença ou ausência da pele. Peito, coxa e sobrecoxa, por exemplo, não apresentam a mesma relação entre proteínas e gorduras.

O peito de frango sem pele se destaca pela elevada concentração proteica e pela menor quantidade de gordura quando comparado a regiões da ave com pele ou maior proporção de tecido adiposo.

O frango também oferece fósforo, selênio, niacina e outras vitaminas do complexo B. Na mesma análise da TBCA, o peito grelhado apresentou 24,8 miligramas de niacina por 100 gramas, quantidade superior à registrada no patinho bovino utilizado neste comparativo.

Diferenças nutricionais entre carne bovina e frango

A quantidade de proteína costuma ser semelhante quando são comparadas porções equivalentes de carnes magras preparadas de maneira parecida. Por isso, não é possível afirmar que o frango sempre apresenta mais proteína ou que a carne bovina sempre supera o frango, sem especificar o corte e o modo de preparo.

Na comparação padronizada da TBCA, 100 gramas de patinho bovino sem gordura, grelhado sem óleo e sem sal, apresentam 36 gramas de proteína. A mesma quantidade de peito de frango sem pele, preparado nas mesmas condições, fornece 32,1 gramas. Nesse caso específico, o patinho apresenta 3,9 gramas a mais de proteína por 100 gramas.

O peito de frango, no entanto, apresenta menor quantidade de gordura total e menor densidade energética: são 2,45 gramas de lipídios e 150 quilocalorias, contra 7,5 gramas de lipídios e 211 quilocalorias no patinho analisado.

As diferenças se tornam mais expressivas entre os micronutrientes. O patinho fornece quantidades superiores de ferro, zinco e vitamina B12, enquanto o peito de frango apresenta concentração mais elevada de niacina.

Isso não torna uma das carnes universalmente superior. A carne bovina pode contribuir de forma mais expressiva para a ingestão de ferro, zinco e vitamina B12. O peito de frango sem pele pode facilitar a composição de refeições com menor quantidade de gordura e energia.

Tabela comparativa de nutrientes

Nutriente ou característica comparadaPatinho bovino sem gorduraPeito de frango sem pele
Proteína por 100 g36,0 g32,1 g
Valor energético por 100 g211 kcal150 kcal
Gordura total por 100 g7,50 g2,45 g
Gordura saturada por 100 g3,10 g0,90 g
Ferro por 100 g3,03 mg0,33 mg
Zinco por 100 g8,09 mg0,78 mg
Vitamina B12 por 100 g4,19 µg0,19 µg
Niacina por 100 g3,01 mg24,8 mg
Presença dos aminoácidos essenciaisFornece todos os aminoácidos essenciaisFornece todos os aminoácidos essenciais
Qualidade proteicaProteína de alta qualidadeProteína de alta qualidade

Para qual perfil cada uma é mais indicada?

Carne bovina e frango podem integrar a alimentação de crianças, adultos, idosos e pessoas fisicamente ativas. A escolha depende das necessidades nutricionais, da composição do restante da refeição, das preferências e das possíveis condições clínicas.

A carne bovina pode ter contribuição relevante para pessoas que precisam observar a ingestão de ferro, zinco ou vitamina B12. Mulheres em idade fértil, gestantes, idosos, crianças e pessoas com deficiência diagnosticada, entretanto, precisam de avaliação profissional, pois apenas aumentar o consumo de carne não substitui exames ou tratamento.

O peito de frango sem pele pode ser útil para quem procura uma fonte concentrada de proteína com menor quantidade de gordura e calorias. Esse resultado depende do preparo: manter a pele, fritar ou adicionar molhos e grandes quantidades de gordura modifica a composição final.

Para ganho ou manutenção de massa muscular, tanto a carne bovina, quanto o frango, podem fornecer os aminoácidos necessários. O resultado depende do consumo proteico total, da distribuição das refeições, da ingestão adequada de energia, do treinamento e do descanso.

O My Minerva Foods aprofunda essa relação na matéria Proteína para que te quero: a relação entre ingestão proteica, força e massa muscular.

Variar as fontes também amplia a oferta de micronutrientes e evita que a alimentação dependa sempre do mesmo alimento. O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e valorizar a diversidade das refeições.

O que dizem os estudos científicos?

O relatório Protein and Amino Acid Requirements in Human Nutrition, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Universidade das Nações Unidas (UNU), considera a quantidade, o perfil de aminoácidos e o aproveitamento da proteína na definição das necessidades humanas. Carne bovina e frango se enquadram como fontes de proteínas completas.

Os dados da TBCA demonstram que não existe um vencedor fixo em quantidade de proteína. Na comparação entre as preparações selecionadas, o patinho apresentou 36 gramas por 100 gramas, contra 32,1 gramas no peito de frango. Ao mesmo tempo, o frango forneceu menos gordura e calorias, mostrando que a resposta muda conforme o atributo analisado.

Os valores também evidenciam maior concentração de ferro, zinco e vitamina B12 no patinho. Esses micronutrientes participam, respectivamente, do transporte de oxigênio, de processos relacionados à síntese de proteínas e à imunidade e da formação das células sanguíneas e do funcionamento do sistema nervoso.

O My Minerva Foods apresenta a relação entre carne bovina, aminoácidos e desempenho físico no conteúdo Carne bovina e atletas: por que essa é uma parceria de sucesso?. A matéria reforça que a contribuição nutricional da carne não se limita à quantidade de proteína, pois envolve também os demais nutrientes presentes no alimento.

Em síntese, carne bovina e frango fornecem proteínas de alta qualidade em quantidades próximas. Portanto, a melhor escolha depende do corte selecionado, da porção, do preparo, das necessidades individuais e do conjunto da alimentação.

Dúvidas mais comuns

A quantidade de proteína é semelhante quando comparadas porções equivalentes de carnes magras preparadas de forma parecida. No comparativo padronizado, 100 gramas de patinho bovino sem gordura, grelhado, fornece 36 gramas de proteína, enquanto o peito de frango sem pele nas mesmas condições oferece 32,1 gramas. Portanto, não é possível afirmar que uma sempre supera a outra sem especificar o corte e o modo de preparo.

Sim, tanto a carne bovina quanto o frango são fontes de proteína completa, fornecendo os nove aminoácidos essenciais em proporções adequadas às necessidades humanas. Esses aminoácidos participam da formação e renovação dos músculos e outros tecidos, além de integrarem enzimas, hormônios e estruturas celulares.

A carne bovina fornece quantidades significativamente superiores desses micronutrientes. O patinho bovino contém 3,03 mg de ferro, 8,09 mg de zinco e 4,19 µg de vitamina B12 por 100 gramas, enquanto o peito de frango sem pele oferece apenas 0,33 mg de ferro, 0,78 mg de zinco e 0,19 µg de vitamina B12. O ferro heme da carne bovina também apresenta maior biodisponibilidade que o ferro não heme.

O peito de frango sem pele é a opção com menor quantidade de gordura e calorias. Por 100 gramas, fornece 2,45 gramas de gordura total e 150 quilocalorias, comparado ao patinho bovino que oferece 7,5 gramas de gordura total e 211 quilocalorias. Essa diferença torna o frango mais adequado para quem busca uma fonte concentrada de proteína com menor densidade energética.

Vários fatores modificam a concentração de nutrientes em 100 gramas de carne pronta: o corte escolhido, a proporção natural entre tecido muscular e adiposo, a presença de pele (no frango) ou gordura aparente (na carne bovina), e a perda de água durante o cozimento. Antes do corte, a composição também é influenciada por genética, alimentação e idade do animal, além do manejo e distribuição dos tecidos.

Tanto a carne bovina quanto o frango podem fornecer os aminoácidos necessários para ganho e manutenção de massa muscular. O resultado depende do consumo proteico total, da distribuição das refeições, da ingestão adequada de energia, do treinamento e do descanso. Variar as fontes de proteína também amplia a oferta de micronutrientes e evita dependência de um único alimento.

A carne bovina é especialmente indicada para pessoas que precisam observar a ingestão de ferro, zinco ou vitamina B12, como mulheres em idade fértil, gestantes, idosos e crianças. O peito de frango sem pele é útil para quem procura uma fonte concentrada de proteína com menor quantidade de gordura e calorias. Ambas podem integrar a alimentação de crianças, adultos, idosos e pessoas fisicamente ativas, dependendo das necessidades individuais e da composição do restante da refeição.

Sim, o peito de frango apresenta concentração mais elevada de niacina, com 24,8 miligramas por 100 gramas, quantidade superior à do patinho bovino que oferece 3,01 miligramas. Além disso, o frango fornece fósforo, selênio e outras vitaminas do complexo B. O frango também oferece menor quantidade de gordura e calorias, facilitando a composição de refeições mais leves.